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Compliance

Compliance: como estruturar um programa de integridade sob medida

Ana Lydia Seabra e Nathália Peixoto · 4 de novembro de 2026 · 7 min de leitura

Programa de integridade não é um código de conduta na parede. Conheça os elementos essenciais e como adaptá-los ao porte da organização.

Compliance significa agir de acordo com as leis, as normas internas e os valores da organização. Um programa de integridade é o conjunto de medidas que torna isso parte da rotina, e não apenas uma intenção.

Por que ter um programa

A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) responsabiliza empresas por atos lesivos à administração pública e considera a existência de um programa de integridade efetivo na avaliação das sanções. Além disso, clientes, parceiros e órgãos públicos exigem cada vez mais essa estrutura em contratações.

Elementos essenciais

Compromisso da alta direção, demonstrado em atitudes e não só em discursos. Avaliação de riscos, para saber onde a organização está mais exposta. Código de conduta e políticas claras. Treinamento periódico. Canal de denúncias com proteção a quem denuncia. Apuração e resposta a irregularidades. Monitoramento e melhoria contínua.

Sob medida

Um programa copiado de outra organização não funciona. O ponto de partida é o mapa de riscos real: relação com o poder público, contratação de terceiros, tratamento de dados, conflitos de interesse.

Erros comuns

Criar documentos que ninguém lê. Deixar o canal de denúncias sem resposta. Tratar compliance como tarefa exclusiva do jurídico. Não medir se as ações estão funcionando.

Integridade também no setor público

Órgãos e entidades públicas também devem estruturar programas de integridade, com gestão de riscos, controles internos e transparência.

A ALENA estrutura e revisa programas de integridade para empresas, escritórios e instituições públicas. Fale conosco.

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